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3º Estágio Vivência Mecenas da Vida se despede.
O 3° Estágio Vivência Mecenas da Vida chegou ao fim! Agricultores, estudantes universitários e equipe Mecenas da Vida, dando prosseguimento a esse diversificado processo de aprendizagem criativa, viveram a última semana do estágio. Acompanhem conosco o finalzinho dessa intensa troca de saberes tradicionais e acadêmicos que durou 1 mês.
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A última semana inicia com 2 rodadas de contação de histórias na Escola Dendê da Serra! A primeira rodada se baseou numa tarefa super especial que os estagiários receberam: “descobrir a história de vida das famílias de agricultores que os hospedaram, durante 2 semanas, em suas casas”. Aos poucos, cada dupla de estagiários foi revelando para todo o grupo a razão de existir de cada família: suas origens, pelo que vivem, seus sonhos...
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A segunda rodada foi a contação das histórias dos motivos que trouxeram os estagiários até a APA Itacaré/Serra Grande para viverem a experiência do “Estágio Vivência”. Momento em que cada um pôde comparar os motivos que os trouxeram, com tudo aquilo que encontraram e viveram no campo.
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Pequenas grandes percepções… e aprendizados!

Rafaela (azul) veio por causa das fotos dos estágios anteriores que lhe transmitiram muita simplicidade e naturalidade e, ao viver de perto, a experiência foi vivida com muito acolhimento pelos agricultores e familiares, “que sempre davam o melhor deles pra gente”.
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Carles (Catalunha/Espanha) veio para conhecer outra cultura e suas raízes. “É incrível o modo de viver do povo da roça; com o pouco que eles têm, ainda pensam primeiro em você, depois neles. Igualmente incrível é a maneira criativa deles solucionarem os problemas”.
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Málika queria descobrir a vida rural diária e não acreditava que fosse se apegar tanto às pessoas. Aprendeu a priorizar as coisas que a gente do campo prioriza e conheceu muitas coisas novas.
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Berta (Catalunha/Espanha) veio pra fazer o trabalho de conclusão de curso. “Impressionante acordar na floresta e se sentir a “filha branca” de Valmir (agricultor tradicional). Aprendi que quando temos menos, valorizamos mais as coisas”.
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Paula veio para ver como era a vida comunitária e suas relações. Ficou surpresa pelos agricultores se colocarem para ela como pai, mãe e avós; e pelas crianças sempre lhe ajudarem naquilo que ela não conseguia fazer.
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Carlos (Espanha) queria conhecer as raízes do povo. “Viver lá me ajudou a pensar sobre coisas que quero pro meu futuro; quero tentar voltar e viver da minha terra, com o meu projeto de vida. Identifiquei-me muito com a garra do “Gazo” (agricultor tradicional) que disse a mim “vocês vieram de tão longe pra vir aqui num lugar tão pobre”, e eu lhe disse “vocês tem uma riqueza que nós não temos”.
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Hare queria conhecer a natureza desses lados de cá. “Impressionante a calma das pessoas, sempre suaves ao falar; você mais os sente do que os ouve. Fiquei feliz por ver que as famílias, dentro do projeto, têm uma perspectiva. É bom ver gente que quer ficar na terra!”
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Natália concluiu que veio para conhecer a experiência da remuneração por serviços ambientais, mas aprendeu que é preciso fazer mais que um projeto e dar “Bolsas”, é necessário interferir na auto-estima e valores humanos de quem vive no campo.
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Aprendendo que todo lugar é lugar de aprender.

A semana prossegue e, dessa vez, a Praia do Sargi vira a sala de aula, onde a Professora Lia (Maria de Lourdes), que leciona geografia na Escola Pública de Serra Grande, nos ensina a cultura dos jangadeiros, foco do mestrado profissionalizante que está fazendo.
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Ali, bem pertinho das jangadas, a Professora Lia foi mostrando qual é a importância dos jangadeiros na sociedade, os quais, sem tecnologia nenhuma, possuem uma sabedoria que não há academia que lhes possa ensinar! Também apresentou as atuais dificuldades dessa atividade tradicional: a proibição da retirada da madeira da floresta do entorno para a confecção das jangadas (sem considerar exceções para as comunidades tradicionais, que poderiam compensar com reflorestamento) e a chegada do Porto Sul na região. Claro que não faltou um bate-papo sobre os impactos negativos que o Porto Sul pode trazer para o território.
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Lia também nos contou um pouquinho da sua história de vida, de origem rural: “Vi na educação um meio de transformar a minha realidade quando, aos 12 anos, trabalhava como doméstica. Hoje, após muitas dificuldades, tenho licenciatura em geografia e faço um mestrado, mas sou igual aos meus alunos e digo a eles que a gente tem que florescer onde está.” E por falar em “florescer onde está”, a tarde de aula foi premiada com a chegada dos jangadeiros do mar e uma interessante interação ao pôr do sol.
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Avaliar para melhorar.

A última semana também foi semana de avaliação de toda a experiência do Estágio Vivência. Tempo de “ouvir”. Momento de analisar tudo o que deu certo e errado na etapa urbana e rural; detectar e avaliar as falhas; valorizar os pontos transformadores e converter os pontos fracos em aprendizado para todos: equipe, agricultores e estagiários.
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Entre um dia e outro, uma horinha para montar mais quadros expositores das muitas fotos registradas no âmbito do projeto “Olhares Cotidianos”.
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Os Estagiários também tiveram uma noite de aprendizado no Barracão D’angola, com Mestre Cabello e Mestra Tisza que, junto com seus alunos, lá ou “mundo afora”, sempre transmitem a cultura da capoeira angola, com toda a sua beleza e arte. Também rolou uma visita, sob lua cheia, às novas instalações do Barracão, o qual está sendo erguido com doações e ajuda dos alunos na construção. Portanto, doações são bem vindas! Colaborem!
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A gente se despede, mas percebe que nunca vai embora.

A última semana se encerra com o “Encontro Mensal” - círculo de trocas onde os agricultores recebem a “Bolsa Conservação” - e para onde sempre se traz a lembrança das empresas e negócios de Itacaré e Serra Grande que, através das suas participações, possibilitam a realização desse repasse mensal . O ritual desse mês foi enriquecido com a despedida dos Estagiários.
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Na hora de preparar o almoço, uma partilha democrática da pia: estagiário espanhol, mãe de estagiária de São Paulo e esposa de agricultor de Serra Grande. Todos compartilhando os temperos e modo de fazer das suas terras!
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Na hora de servir, a curiosidade geral para ver o gosto que a mistura de culturas preparou pra todos.
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Parece bom!
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Super aprovado!
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Quem disse que a hora de comer não é hora de aprender?
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Depois da “aula-almoço”, o momento da entrega da “Bolsa Conservação”. Aqui, os estagiários Xavi, Thais e Carlota entregam a Bolsa para o agricultor “Gazo”, e agradecem a acolhida que receberam em sua casinha.
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Berta, Málika e Sergio entregam a Bolsa para “Pedro”; gratidão pela carinhosa hospedagem.
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A agricultora Izabel, agradecendo a entrega da Bolsa e a vinda de Carles e Rafaela à sua casa.
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Raquel, Núria e João e mais a agricultora Izabel, todos embolados num abraço! Emocionado!
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Carlos entregando a Bolsa para Gleyzinho. Obrigado companheiro!
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Alegria e gratidão pela terra acolhedora. Viva a APA Itacaré/Serra Grande!

Pra fechar com chave de ouro, os estagiários participaram do “Sarau de Serra” em 2 momentos bem especiais: à noitinha, exibiram no telão uma apresentação de fotos, feita por eles, para mostrar à comunidade a experiência que viveram; e à tardinha, participaram do ensaio e da apresentação do “Trovão da Serra”, comandados pelo Mestre Cabello e pela Mestra Tisza. Aula de música na praça!
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Enquanto a apresentação não saía, o “Trovão da Serra” ía se aquecendo... e os estagiários iam aprendendo.
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Agora é pra valer! Começou a apresentação!
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“Trovão da Serra” e as meninas da “Libélula” (Itacaré) mostrando as fantasias que prepararam para o carnaval “O Luxo do lixo”. Um momento super alegre e contagiante no Sarau!
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Krishna (Associação Cultural de Serra Grande) dando apoio à Mestra Tisza, pra todo mundo poder ouvir!
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Se temos uma “rede de pessoas”, temos uma “rede de conhecimentos”.
É preciso, então, conectá-las!
Até a próxima conexão!
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Disseram:
Alessandro da Silva
fevereiro 15th, 2012 às 13:13
Parabéns!! O mundo precisa muito de Mecenas da vida..Força!!!
marcelo barreto
fevereiro 15th, 2012 às 17:02
Fico feliz por esse trabalho realizado pelo Mecenas na nossa região, divulgando e fortalecendo as comunidades através desses intercâmbios.
Mecenas da Vida
fevereiro 15th, 2012 às 18:36
Obrigado Marcelo!
Obrigado Alessandro!
Ajudem a divulgar e entrem na rede! Estamos cheios de novas idéias para o próximo Estágio Vivência e precisaremos de apoiadores!
maria Helena Peirão
fevereiro 16th, 2012 às 10:46
Parabéns pelo LINDO trabalho.
E se a o dia fosse mais longo para que pudessemos participar de tudo o que traz o bem…
Para o próximo Estágio, naquilo que eu puder, contem comigo
Mecenas da Vida
fevereiro 16th, 2012 às 20:59
Muito obrigado Helena! Todo oferecimento é bem vindo sim!
Jacqueline Demetrio Lima de Carvalho
fevereiro 23rd, 2012 às 14:18
Parabéns pessoal pelo belo trabalho. Fico feliz em ver o projeto crescendo a cada dia e alcançando novos horizontes. Um grande beijo em todos, saudades!!
Mecenas da Vida
fevereiro 24th, 2012 às 12:48
êêê!!! Jacqueline!!! Obrigado e boa sorte sempre!